segunda-feira, 30 de abril de 2007

Era uma vez... o Espaço

Ainda alguém se lembra disto?

Foi uma série de animação francesa que passou na televisão nos já longínquos anos 80 - aí 83 ou 84. Era ficção, mas este genérico ficou na memória de todos nós, eu incluído.

Grande Internet, que nos permite ver de novo coisas que julgávamos perdidas...

4 comentários:

ic@rol disse...

Olá :-)

Sou uma leitora assídua do seu blog porque sou uma leiga mas muito curiosa nestes assuntos e de vez em quando venho aprender qualquer coisa.
Já tenho discutido várias vezes em família um assunto que é abordado num dos filmes dos "Aliens" e que nos causa imensa curiosidade. Tem a ver com o "tempo". Suponhamos que uma pessoa desloca-se para fora do planeta terra (por exemplo) e passa 15 anos lá fora. Passado 15 anos regressa e para essa pessoa apenas passaram 15 anos mas na verdade passaram 50 no planeta terra. Temos feito alguns esforços para chegar a conclusões e até tiramos algumas mas como é óbvio não sabemos fazer uma interpretação realista do assunto. Fica apenas a ideia para um futuro post vindo de dúvidas de uma leitora assídua :-)

Cumprimentos.

Miguel Lopes disse...

Olá de novo :) É sempre bom saber que temos leitores assíduos.

O efeito a que se refere, e que é explorado em alguns filmes e livros de ficção científica, é um efeito previsto pela teoria da relatividade de Einstein, e que ocorre quando um objecto - ou nave espacial - se desloca a uma velocidade próxima da da luz.

E na realidade este efeito até já foi comprovado cientificamente. Não com naves a viajar a velocidades próximas da da luz, porque tal não é ainda possível, mas com satélites artificiais, dotados de relógios atómicos muito precisos. E foi possível constatar que se acumulava uma diferença de tempo entre o que era medido na Terra e o que era medido nos satélites!

Uma explicação bastante clara deste efeito foi feita pelo grande Carl Sagan na sua série Cosmos, não sei se tem acesso a uma cópia.

De qualquer forma obrigado pela sugestão, até porque já encontrei alguns sites que tratavam deste assunto.

ic@rol disse...

Muito obrigada pela sua resposta :)
Não sabíamos mesmo destinguir a realidade da ficção e a ser verdade permite-nos pensar em coisas estranhas como em vez de se congelar alguém para poder acordar um século à frente, porque não ir ao espaço e voltar? Sempre usaria o tempo de forma útil para conhecer outros "espaços" em vez de ficar morto temporariamente. Uma das vantangens de ser leigo é mesmo esta: dizer disparates baseados em alguma realidade :)
Obrigada pelo esclarecimento; vou tentar investigar mais sobre este assunto.

Cumprimentos.

Miguel Lopes disse...

As únicas questões em relação à sua proposta são que:

1) Ainda não há naves que andem próximo da velocidade da luz, e não me parece que venha a haver pelas próximas décadas;

e

2) Mesmo que houvesse, o Espaço é um sítio muito grande! Mesmo a uma velocidade enorme, a maior parte do tempo estaríamos sem nada que fazer nem nada para ver a não ser estrelas, estrelas e mais estrelas. A menos que levássemos um bom carregamento de livros, CDs e alguns DVDs, terá de admitir que seria algo aborrecido :) Ah, e companhia, seria agradável para evitar a loucura, a depressão ou mesmo o suicídio, - que, a ocorrer, decerto negaria todos os benefícios de tão grande esforço :D

KSC